quarta-feira, setembro 08, 2010

há alguns anos eu tive uma melhor amiga (junto com os outros melhores amigos). pelas escolhas que fizemos em nossas vidas, seguimos caminhos diferentes.
ela noivou, casou, mudou de cidade. eu vim pra sao paulo namorar, estudar, trabalhar.

e eu achei que seríamos melhores amigos pra sempre. mas eu esqueci que a vida acontece. e a nossa amizade ficou parada naquilo que éramos no passado.

vou ter uma lembrança boa pra sempre. e só.
é tudo que temos depois do tempo.

terça-feira, setembro 07, 2010

algumas coisas me deixam bem triste; mas parecem ser necessários num determinado momento de tempo.
eu só tento não fazer coisas irrecuperáveis.

domingo, janeiro 03, 2010

"you held your breath and the door for me,
thanks for your patience"

e eu me arrepio toda vez que escuto isso.

segunda-feira, outubro 19, 2009

eu passei a vida inteira sendo bajulado por ser o melhor em grande parte das coisas. eu comecei a aceitar e a acreditar que o mundo poderia estar aos meus pés.

eu não lembro de nada que eu quis e não tenha conseguido. as duas faculdades, a classe média, o ita, embraer, são paulo...

mas agora eu não sei mais o que querer. e estou apenas vendo os dias passarem.

*
se eu lesse o suficiente de caio fernando, com certeza teria algo poético e bem escrito para finalizar esse post. mas esse é o sentimento...

quarta-feira, março 11, 2009

da falta de ação

minha dissertação do mestrado não sai do lugar; por sinal, nem começou ainda.
li algumas coisas mas não consigo escrever nada, produzir nada. dia após dia, eu apenas sento na frente do computador e espero as horas passarem. tenho dormido cedo pra me martirizar menos.

a sensação não é nova e eu já sabia que ia se repetir.
eu não quero desistir, mas eu quero muito um motivo pra me fazer continuar.

ou pelo menos uma forma de parar de me culpar.

sábado, maio 03, 2008

como eu me tornei um fucking consumista

se algum dia você precisar tornar alguém num consumista sem controle, é simples. aumente a quantidade de dinheiro que é fornecida a ele, pouco a pouco.
foi assim comigo.

eu nunca tive mesada. quando precisava de algo (roupa-comida-escola), meus pais me davam. minha tia me dava alguns reais por mês, e eu me virava para comprar o cd ou a revista. lembro das primeiras aquisições, mas não é muito nobre listá-las aqui.

estar entre os três primeiros no vestibular da estadual e da federal, me deu a certeza de que eu podia ganhar o mundo. aos 16 anos, eu mudei para a cidade grande acreditando nisso. primeira oportunidade de trabalho, eu aceitei; e com os primeiros salários, pude descobrir o cinema, os restaurantes, as baladas. tudo compatível com o salário em torno do mínimo que eu recebia para dar aulas.

os 4 meses no banco do nordeste me ensinaram outra coisa. a minha semana podia ser um lixo, mas eu tinha dinheiro para fazer o que quisesse no final de semana (ou achava que tinha). então eu descobri a vodca, o cigarro, as roupas que eu gosto e me descobri. em pouco tempo descobri que o dinheiro não era suficiente e - fiz o que é para muitos diferentes de mim, impensável - larguei o emprego público.

de volta à faculdade, descobri que dinheiro é proporcional ao trabalho. quando eu precisava de mais, eu trabalhava mais. comecei a dormir cada vez menos em casa, e cada vez mais na aula. mantive a boemia e mantive os amigos. quando descobri os botecos na madrugada e as baladas de quinta, eu perdi tempo de trabalho e acumulei dívidas. e desejei que o dia tivesse 30 horas.

quando a situação começava a ficar insuportável e eu achei que tivesse que parar, consegui um emprego que me pagava bem mais do que a maioria dos colegas recém formados. depois de pagar as dívidas, eu descobri que o dólar a 2 reais não é tanta coisa e comecei a importar umas roupas. descobri a balada de terça. descobri pelo menos um restaurante novo por semana. comprei meu macbook. comprei meu carro. comecei a viajar. não deu pra juntar nada, mas foi o dinheiro suficiente para me transformar no que sou hoje.

como aceitei que o dia não pode ter 30 horas, resolvi adicionar o nome do ITA ao meu currículo para ganhar dinheiro de outras formas. larguei a vida boa para viver com bolsa-auxílio. casa, energia, internet voltaram a ser preocupações frequentes. as visitas aos restaurantes ficaram raras. a vida boemia também.

e o pior dessa vida não é ter que contabilizar tudo, é a dor na consciência ao voltar do mercado com geléia de blueberry importada.

sexta-feira, maio 02, 2008

dos dias frios

eu gosto das ruas largas de são josé dos campos; gosto dessas ruas vazias; gosto das pessoas que passam sem olhar pra você.
gosto de andar em dias frios. gosto de ver as pessoas correndo da chuva enquanto eu apenas sinto as poucas gotas cairem.

gosto quando minha barba cresce até esse tamanho. não sei explicar o que eu vejo, mas é minha melhor visão. amanhã isso vai ter passado.

gosto de acreditar que um dia eu vou estar apenas olhando a chuva e vou estar bem.

(eu não gosto quando preciso escrever - a.k.a. expor sentimentos - e o resultado não fica bom.)